SEJA BEM-VINDO

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena,
Acreditar nos sonhos que se tem,
Ou que seus planos nunca vão dar certo,
Ou que você nunca vai ser alguém...
(MAIS UMA VEZ-LEGIÃO URBANA)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DESALENTO

Desalento

Feliz daquele que no livro dalma
Não tem folhas escritas,
E nem saudade amarga, arrependida,
Nem lágrimas malditas!

Feliz daquele que de um anjo as tranças
Não respirou sequer
E nem bebeu eflúvios descorando
Numa voz de mulher!

E não sentiu-lhe a mão cheirosa e branca
Perdida em seus cabelos,
Nem resvalou do sonho deleitoso
A reais pesadelos!

Quem nunca te beijou, flor dos amores,
Flor do meu coração,
E não pediu frescor, febril e insano,
Da noite à viração!

Ah! Feliz quem dormiu no colo ardente
Da huri dos amores,
Que sôfrego bebeu o orvalho santo
Das perfumadas flores. (...) Que me resta, meu Deus?! Aos meus suspiros
Nem geme a viração,
E dentro - no deserto do meu peito
Não dorme o coração!
(Álvares de Azevedo)

LEMBRANÇA DE MORRER

Lembrança de Morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste pensamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh¹alma errante,
Onde fogo insensato a consumia.
Só levo uma saudade - é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade - é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe! Pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos - bem poucos- e que não zombavam
Quando em noites de febre endoidecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam....

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu a mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! E de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
-Foi poeta, sonhou e amou na vida. -

Sombras do vale, noites da montanha,
Que minh¹alma cantou e amava tanto,
Protejei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe um canto!

Mas quando preludia ave d¹aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa!

(Álvares de Azevedo)

BELAS CRIATURAS


Um homem estava sentado ao lado do caixão de sua companheira da vida inteira, triste e amargurado. De repente viu passar à sua frente um desfile de formas belas e brilhantes, leves, de lábios rosados e olhos claros de alegria.

- Quem são vocês belas criaturas? – perguntou ele.

E elas responderam: - Somos as palavras que você poderia ter dito a ela.

- Ah, fiquem comigo! – implorou o homem.

– Suas belas formas são como um punhal me cortando o coração, mas mesmo assim fiquem comigo, pois ela está fria e muda e estou sozinho, não tenho mais ninguém.

Elas responderam: - Não, não podemos ficar, porque não temos existência. Somos apenas a luz que jamais brilhou.

E foram embora.
O homem continuou amargurado.

De repente viu se erguer entre ele e o caixão um bando de formas terríveis, pálidas, de lábios brancos e olhos de fogo. O homem estremeceu.

- Quem são vocês, formas horrendas? – perguntou ele.

E elas responderam. - Somos as palavras que ela ouviu de você.

O homem gritou, aterrado: - Saiam daqui, me deixem só! Melhor a solidão do que a sua companhia!

Mas elas se sentaram em silêncio, fixaram os olhos no homem e permaneceram com ele para sempre.

Por isso, cuide das palavras externadas.

Elas são eternas!

Não há como alterá-las, nem diante da morte!
Pense bem no que fala.

Você acaba de ser abraçado...

Você acaba de ser abraçado...

Existe algo em um simples abraço que sempre aquece o coração
e dá-nos boas vindas ao voltarmos para casa, e torna mais fácil a partida.
Um abraço é uma forma de dividir as alegrias e tristezas que passamos,
ou só uma forma para amigos dizerem que se gostam porque,
simplesmente, você é você.

Abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos.....
para nossos avós ou nossos vizinhos, ou até mesmo para um gatinho amigo......
Um abraço é algo espantoso... é a forma perfeita de mostrar
o amor que sentimos, mas que palavras não podem dizer.
É engraçado como um simples abraço faz-nos sentir bem...
em qualquer lugar ou língua...
É sempre compreendido...
E abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...

É só abrir os braços e os corações...

PESSIMISTA, OTIMISTA OU REALISTA

Em qual vocês se encaixam???
O pessimista queixa-se do vento,

o otimista espera que ele mude

e o realista ajusta as velas.
Dizem que se leva um minuto para conhecer uma pessoa especial, uma hora para apreciá-las, um dia para amá-las, e mais do que uma vida inteira para esquecê-las. Mande esta Frase para as pessoas que você nunca esquecerá, e lembre-se de mandá-la tambem para a pessoa que te enviou. É pequena a mensagem mas mostrará que você nunca os esquecerá. Se você não mandar pra ninguém, significa que você está com pressa e esqueceu seus amigos. Aproveite para viver!!!

AMIGOSS..


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o
ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.